Uncategorized / 19 Jun 2018
Instalação “Light Sound”

“LIGHT Sound” é uma instalação sonora/performance com um carácter experimental multissensorial e imersivo capaz de transmitir e provocar diferentes tipos de sensações e emoções, dentro do qual os visitantes podem interagir com fontes de luzes de vários tipos e modificando suas características produzem sons. Esta instalação propõe-se a explorar o diálogo da luz com o som e do som com a luz. Para tal, pretende-se recorrer à criação de um espaço cénico fazendo uso de um jogo de luzes natural e artificial em que os sons moldados serão emitidos por pequenos transmissores que irão reproduzir os impulsos de energia de forma a criar uma sensação de delay e reverberação dentro do espaço, interagindo com a acústica espacial concebendo atmosferas visuais e sonoras que despertem reações sensoriais. Em suma, será uma composição sonora tendo como base a luz.

A luz é uma forma de energia, diferentes tipos de luz induzem no ser humano diferentes tipos de sensações e emoções, sensações de aconchego ou estímulo podem ser provocadas quando se combinam a correta tonalidade de cor da fonte de luz ao nível de iluminação do pretendido.

A iluminação é o elemento mais importante no processo criativo na proposta artística “LIGHT Sound”, mas outros elementos contextuais, como o espaço físico onde se apresenta; do comportamento dos visitantes no ambiente de instalação; do carácter estético e sinestésico (multissensorial); de uma exploração sonora e visual em tempo real, são considerados essenciais para construir a obra. Trata-se de uma exploração sonora onde os visitantes são confrontados por exemplo por caixas pretas compostas por orifícios, em cada lado, de tamanho e número variável, sendo que o resultado sonoro é consequência da ação gestual do visitante ao controlar interativamente a luz com um interruptor de regulador de luminosidade, amplificando os sentidos humanos.

Para abertura do espaço, será realizada a partir de uma performance pública, que terá um tempo de duração de aproximadamente 20 minutos, o público é parte integrante da obra, é desafiado a interagir com vários elementos que compõe a instalação sonora (caixas pretas, uso de dispositivos para gerar fogo através do uso de isqueiros, entre outras ações).

De referir que a performance será gravada em vídeo para posteriormente ser transmitida no espaço, expandindo a experiência nas práticas da performance audiovisual ao vivo, onde o visitante é convidado a “ver e ouvir” através de um monitor com headphones, apresentando ao espetador um instrumento de recolha de informação, de reflexão e de observação, convidando-o a interagir com a instalação.

Com a ação performativa pretende-se criar um ambiente audiovisual que seja coerente e apelativa ao espetador onde o gesto e o corpo neste momento ocupam um lugar central com uma experiência multissensorial e imersiva com o público, explorando várias dicotomias tão características dos nossos tempos, o real versus o virtual, o digital versus o analógico e o natural versus o artificial. Esta última é, de resto, a base da presente intervenção, uma vez que os elementos de luz natural estarão ligados a sons de origem natural, real, enquanto que a luz artificial estará ligada com sons de origem artificial. Cada ação é detetado por sensores de presença entrada da instalação, que passa a interagir com o software dinamizando os efeitos de ressonância e controle de volume do áudio que depende do posicionamento dos corpos no espaço e da manipulação dos objetos. Para que tal seja possível, será instalado um dispositivo de sensores que vão ler vários tipos de fontes de luz que por sua vez estarão conectados a fontes sonoras.

O performer conduz o público através de um percurso sonoro e visual, cuja composição começa a ganhar forma por acumulação de diversas sonoridades entre a comunicação estabelecida entre o compositor juntamente com a iluminação cénica que compõem a instalação, entre luz e sombra, gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa, possibilitando ambientar o espaço e ampliar as emoções nela exploradas.
A combinação do conteúdo sonoro acompanha estratégias estabelecidas pelo compositor simulando a posição dos eventos sonoros em relação à posição dos visitantes onde ocorre a interação.
Nesse espaço, o performer e o público moldam os sons através de diversas formas de interatividade, entre as quais as relações mais ou menos diretas entre as ações do público e os efeitos resultantes na iluminação produzida nos objetos sonoros. A instalação recorre a vários sensores de luzes, por exemplo para detetar a variação de luz que entra em uma janela, o ligar e desligar de um interruptor para passagem de transmissão de luz que pode envolver períodos de tempo com maior intensidade de luz e período de luz apagada causadas pelo som, o movimento do público influenciam na formação dos padrões formados pelas luzes e consequentemente as suas sonoridades, entre outros aspetos.
O objetivo é criar um resultado sonoro através da ação gestual do compositor e dos visitantes ao controlar parâmetros da obra, pelo controle da posição das fontes luminosas que incluem objetos apresentados visualmente que podem ser incluídos como recurso para acentuar a articulação assim como criar contraste entre diferentes situações num mesmo ambiente agitado/calmo, dissonante/harmonioso, extenuante/relaxado.

Os ciclos de períodos de luz com maior intensidade incluem um aumento de ações por parte do público (por exemplo, incentivar o público acender isqueiros). Um ritmo desacelerado deve-se a um fator de redução dos níveis de luz. Reduzir drasticamente os níveis de luminosidade durante um período. Cada ação por parte do performer/público é detetado por sensores de presença entrada da instalação, que passa a interagir com o software dinamizando os efeitos de ressonância e controle de volume do áudio a depender do posicionamento dos corpos no espaço e da manipulação dos objetos. Nesse espaço as sonoridades são provenientes sobre a variação da intensidade emitida por uma ou mais fontes luminosas (luz natural e/ou artificial). A partir da utilização de equipamentos integrados, softwares de espacialização sonora em tempo real (software em Pure Data (PD) ou programação MaxMSP) e controlados por computadores, sensores de presença e de movimento, possibilitam através o controle dos parâmetros referentes à síntese sonora.

Será, então, feito o mapeamento de elementos de luz natural (será a luz que entra por uma janela e porta). Dentro do espaço serão instalados projetores de luzes nas extremidades da sala e ao centro será instalado três caixas negras com sensores de luzes. As caixas negras que terão pequenas perfurações para entrada de luz. No espaço estará um técnico e um performer. O primeiro para controlar as intensidades de som e de luz, nas mesas de misturas de som e luz, e o segundo para se movimentar no espaço para controlar as entradas de luz natural através do abrir e fechar de janelas e portas e também para manipular as entradas de luzes das caixas negras.

Por último, a construção de instalação sonora “LIGHT sound” também vive do diálogo com o espaço, do tempo de permanência do visitante e da paisagem sonora que captura o som do ambiente como controlador sonoro que distorce de forma ordenada samples sonoras no computador e reproduzem alguns fragmentos de tempos em tempos.

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